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DUET EDGE: da estrutura à textura — por que duas radiofrequências podem mudar o planejamento da pele?

Quando um profissional avalia uma pele com flacidez, rugas, alterações de textura ou perda de definição, uma pergunta importante surge antes da escolha da tecnologia: qual componente do tecido precisa ser trabalhado?
A resposta nem sempre está na superfície.
A pele envelhece em diferentes níveis e apresenta mudanças que envolvem colágeno, elasticidade, espessura dérmica, arquitetura do tecido conjuntivo e características da superfície cutânea. Por isso, uma estratégia direcionada apenas a um desses componentes pode não contemplar toda a necessidade identificada na avaliação.
É nesse contexto que o DUET EDGE, da Innove by Contourline, propõe uma abordagem baseada em duas tecnologias de radiofrequência na mesma plataforma: a Radiofrequência Monopolar Ultrafocalizada (RFMU) de 4 MHz e a Radiofrequência Multipolar Fracionada Nano.
A proposta não é simplesmente combinar duas radiofrequências. É ampliar as possibilidades de planejamento entre estrutura e textura.
A pele não apresenta uma única necessidade
A qualidade cutânea resulta da interação de diferentes componentes.
A epiderme participa da função de barreira e da aparência da superfície. A derme concentra uma matriz extracelular rica em colágeno, elastina e outras estruturas responsáveis por propriedades mecânicas do tecido. Abaixo dela, o tecido subcutâneo apresenta características próprias e participa da arquitetura e do contorno corporal e facial.
Com o envelhecimento, essas estruturas sofrem alterações progressivas. A literatura descreve redução e fragmentação do colágeno, alterações das fibras elásticas e mudanças na organização da matriz extracelular, contribuindo para perda de elasticidade e aparecimento de sinais clínicos de envelhecimento. (1)
Isso significa que firmeza e textura não são exatamente a mesma coisa.
Uma paciente pode apresentar perda de sustentação e definição do contorno, enquanto outra pode ter como queixa principal poros, irregularidade do relevo, linhas finas ou cicatrizes atróficas.
Mesmo quando as duas condições aparecem simultaneamente, elas podem exigir estratégias diferentes.
É justamente essa distinção que ajuda a compreender o racional do DUET EDGE.
Estrutura e textura: dois problemas que podem coexistir
Quando falamos em estrutura, estamos nos referindo à sustentação e às propriedades mecânicas dos tecidos.
Nesse contexto entram questões como:
- firmeza;
- flacidez;
- sustentação;
- contorno;
- organização do tecido conjuntivo;
- aparência de perda de definição.
Já quando falamos em textura, o foco muda para características mais relacionadas à superfície e à qualidade cutânea:
- rugas;
- poros;
- irregularidade do relevo;
- cicatrizes atróficas;
- aparência geral da pele.
Essas dimensões estão relacionadas, porém não são intercambiáveis.
Uma estratégia que busca melhorar a firmeza não necessariamente tem exatamente o mesmo objetivo de uma estratégia direcionada à textura.
A literatura sobre radiofrequência mostra justamente que diferentes modalidades e formas de entrega podem ser utilizadas para diferentes objetivos dermatológicos. Uma revisão publicada em 2022 descreve sistemas monopolares, bipolares e multipolares, além de diferentes métodos de entrega, como stamping, movimento dinâmico e sistemas fracionados. Os autores também destacam que parâmetros técnicos e características dos tecidos influenciam a distribuição da energia. (2)
Portanto, a tecnologia não deve ser escolhida apenas pelo nome da energia.
O modo como essa energia é entregue também importa.
Onde entra a radiofrequência monopolar ultrafocalizada?
No DUET EDGE, a primeira dimensão de tratamento é representada pela Radiofrequência Monopolar Ultrafocalizada de 4 MHz.
Essa tecnologia foi desenvolvida para concentrar a energia térmica na região dermo-subcutânea por meio de uma entrega ultrafocalizada. O sistema utiliza o NTTS, que promove distribuição uniforme da energia pela superfície do aplicador, enquanto a técnica de empilhamento permite acumular energia térmica durante a aplicação.
O objetivo é trabalhar uma resposta relacionada à estrutura e à firmeza, dentro dos parâmetros definidos pelo profissional.
Esse raciocínio encontra respaldo no conhecimento acumulado sobre radiofrequência.
Estudos clínicos com radiofrequência monopolar demonstram que o aquecimento controlado dos tecidos pode estar associado a respostas relacionadas ao remodelamento do colágeno e à melhora de parâmetros clínicos de envelhecimento cutâneo. Em um estudo com 70 mulheres com rugas periorbitais, três sessões de radiofrequência monopolar apresentaram redução média de 15,19% na área das rugas após um mês do último tratamento. (3)
É importante observar, porém, que esse estudo não foi realizado com o DUET EDGE. Ele demonstra evidência clínica relacionada à modalidade de radiofrequência monopolar estudada.
O que significa trabalhar a estrutura?
Quando o profissional pensa em estrutura, o objetivo não é simplesmente “aquecer a pele”.
A radiofrequência produz uma resposta térmica nos tecidos. Dependendo dos parâmetros e da modalidade utilizada, esse estímulo pode desencadear alterações nas fibras de colágeno e processos posteriores de remodelamento tecidual. Revisões da literatura descrevem justamente a relação entre aquecimento dérmico, remodelamento do colágeno e melhora de parâmetros associados à flacidez cutânea. (4)
No DUET EDGE, esse conceito é traduzido para uma estratégia tecnológica específica:
RFMU 4 MHz
↓
atuação estrutural
↓
firmeza + sustentação + contorno
Por isso, a pergunta clínica não deveria ser simplesmente: “Qual radiofrequência devo usar?”
Uma pergunta mais útil seria: “Qual resposta tecidual estou buscando e em qual plano essa resposta faz sentido?”
Essa mudança de raciocínio é importante para o planejamento.
E onde entra a radiofrequência fracionada?
A segunda dimensão do DUET EDGE é a Radiofrequência Multipolar Fracionada Nano.
Na plataforma, essa tecnologia cria microzonas térmicas controladas direcionadas às camadas profundas da derme, preservando grande parte da epiderme. A proposta é trabalhar aspectos relacionados à textura e qualidade da pele.
O sistema utiliza eletrodos nano e uma entrega fracionada de energia, permitindo criar áreas de estímulo térmico intercaladas com regiões não diretamente submetidas à mesma exposição.
Esse princípio é diferente de simplesmente aplicar uma fonte de calor de maneira uniforme sobre toda a superfície.
A literatura sobre radiofrequência fracionada mostra que a modalidade tem sido estudada para rejuvenescimento cutâneo, cicatrizes e alterações de textura. Uma revisão baseada em 25 estudos encontrou melhora de rugas e skin tightening nos trabalhos avaliados, embora também tenha destacado heterogeneidade entre protocolos e limitações metodológicas em parte da literatura. (5)
O que a ciência mostra sobre radiofrequência fracionada?
Um estudo clínico particularmente relevante foi publicado por Roh et al. no Lasers in Medical Science.
Setenta mulheres entre 40 e 60 anos com rugas periorbitais receberam três sessões de radiofrequência multipolar fracionada, com intervalos de duas semanas. Um mês após a última sessão, a área média das rugas periorbitais apresentou redução de 20,02% em relação à linha de base. Os eventos adversos descritos foram transitórios, incluindo eritema, edema e crostas, e a dor foi considerada tolerável sem anestesia local. (6)
Esse resultado ajuda a compreender por que a radiofrequência fracionada ganhou espaço em estratégias direcionadas à qualidade cutânea.
O valor do estudo está em demonstrar que a modalidade possui literatura clínica relacionada ao objetivo que estamos discutindo.
DUET EDGE: duas radiofrequências, dois raciocínios

A possibilidade de utilizar as tecnologias de forma independente ou combinada permite que o profissional construa uma estratégia mais alinhada à avaliação individual.
E isso muda a pergunta.
Em vez de: “Qual tecnologia trata a pele?”
o planejamento passa a considerar: “Qual aspecto da pele precisa ser trabalhado primeiro: estrutura, textura ou ambos?”
Por que isso muda o planejamento clínico?
Imagine duas pacientes.
A primeira apresenta flacidez, perda de definição mandibular e redução da firmeza facial. Sua principal necessidade está relacionada à estrutura.
A segunda apresenta pouca flacidez, mas tem poros aparentes, linhas finas e irregularidade do relevo cutâneo. Nesse caso, a prioridade pode estar muito mais relacionada à textura.
Uma terceira paciente pode apresentar os dois componentes simultaneamente.
Para essas três pessoas, dizer simplesmente que todas precisam de “radiofrequência” é pouco específico.
O planejamento precisa considerar:
o que está alterado → onde está alterado → qual resposta se busca → qual tecnologia entrega essa resposta.
É justamente esse raciocínio que a arquitetura do DUET EDGE procura facilitar.
A importância da personalização em tratamentos de pele
A personalização não significa apenas escolher a intensidade do equipamento.
Ela começa na avaliação.
Idade, espessura e qualidade da pele, grau de flacidez, presença de rugas, textura, histórico de tratamentos, fototipo e características anatômicas podem influenciar a escolha da estratégia.
Uma revisão sistemática publicada em 2022 analisou 21 estudos envolvendo 354 participantes e encontrou grande heterogeneidade entre os diferentes protocolos de radiofrequência avaliados. Os autores observaram diferenças importantes nos tipos de RF e nos parâmetros empregados. (7)
O mesmo equipamento pode fazer parte de estratégias diferentes.
E a mesma queixa pode exigir estratégias diferentes em pacientes diferentes.
Estrutura → textura: uma forma mais completa de olhar para a pele
A proposta conceitual do DUET EDGE pode ser resumida em uma sequência simples:
Avaliar
↓
Identificar o componente predominante
↓
Estrutura?
RFMU 4 MHz
↓
firmeza + sustentação + contorno
Textura?
RF Multipolar Fracionada Nano
↓
relevo + poros + rugas + qualidade cutânea
Estrutura + textura?
Combinação estratégica das duas tecnologias
Essa lógica não significa que as duas radiofrequências devam obrigatoriamente ser utilizadas juntas.
Pelo contrário.
A própria arquitetura da plataforma permite utilização independente ou combinada, permitindo que o profissional adapte a estratégia ao objetivo clínico.
E o que muda para a clínica?
Além do raciocínio clínico, uma plataforma com duas modalidades de radiofrequência amplia o repertório tecnológico disponível para diferentes necessidades.
Isso pode ser particularmente relevante em clínicas que atendem pacientes com demandas variadas de qualidade cutânea.
Uma mesma plataforma pode contemplar estratégias relacionadas a:
- firmeza;
- sustentação;
- contorno facial;
- rugas;
- textura;
- poros;
- cicatrizes de acne;
- qualidade da pele.
A vantagem, portanto, não está apenas em reunir duas tecnologias.
Está em aumentar a capacidade de planejamento do profissional.
Essa distinção é importante porque diferencia uma plataforma multifuncional de uma simples soma de recursos.
O DUET EDGE propõe outra forma de pensar a radiofrequência
A radiofrequência já possui um histórico consolidado na dermatologia estética. A literatura descreve aplicações de diferentes modalidades para remodelamento cutâneo, flacidez e rejuvenescimento, embora também destaque diferenças importantes entre dispositivos, parâmetros e níveis de evidência. (7)
O próximo passo, portanto, não precisa ser simplesmente adicionar mais energia.
Pode ser entender melhor onde essa energia deve atuar e qual resposta se pretende obter.
É nesse ponto que o conceito do DUET EDGE ganha sentido.
Da estrutura à textura.
Uma radiofrequência direcionada para uma necessidade estrutural.
Outra estratégia energética direcionada para a qualidade e o relevo da pele.
Duas possibilidades dentro da mesma plataforma.
E uma pergunta que passa a orientar o planejamento: “O que essa pele precisa?”
Porque, quando a avaliação vem antes da tecnologia, duas radiofrequências deixam de ser apenas duas modalidades diferentes.
Elas passam a fazer parte de uma estratégia.
Conheça o DUET EDGE
O DUET EDGE, da Innove by Contourline, reúne Radiofrequência Monopolar Ultrafocalizada de 4 MHz e Radiofrequência Multipolar Fracionada Nano em uma única plataforma, permitindo estratégias independentes ou combinadas de acordo com a necessidade identificada pelo profissional.
Referências científicas
1. Kilmer SL, et al. Monopolar Radiofrequency for Dermal Prejuvenation: Scientific Rationale and Mechanisms of Action. Lasers in Surgery and Medicine. 2026;58(2):63–69. DOI: 10.1002/lsm.70087. PubMed
Ler no PubMed
2. Delgado AR, Chapas A. Introduction and overview of radiofrequency treatments in aesthetic dermatology. J Cosmet Dermatol. 2022;21(Suppl. 1):S1–S10. doi:10.1111/jocd.15026. Ler o artigo no PubMed
3. Han SH, Yoon YM, Lee YW, Choe YB, Ahn KJ. Usefulness of Monopolar Thermal Radiofrequency Treatment for Periorbital Wrinkles. Annals of Dermatology. 2018;30(3):296–303. DOI: 10.5021/ad.2018.30.3.296. PubMed
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4. Bonjorno AR, Gomes TB, Pereira MC, et al. Radiofrequency therapy in esthetic dermatology: A review of clinical evidences. Journal of Cosmetic Dermatology. 2020;19(2):278–281. DOI: 10.1111/jocd.13206. PubMed
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5. Kleidona IA, Karypidis D, Lowe N, Myers S, Ghanem A. Fractional radiofrequency in the treatment of skin aging: an evidence-based treatment protocol. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2020;22(1):9–25. DOI: 10.1080/14764172.2019.1674448. PubMed
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6. Roh NK, Yoon YM, Lee YW, Choe YB, Ahn KJ. Treatment of periorbital wrinkles using multipolar fractional radiofrequency in Korean patients. Lasers in Medical Science. 2017;32(1):61–66. DOI: 10.1007/s10103-016-2084-7. PubMed
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7. Delgado AR, Chapas A. Introduction and overview of radiofrequency treatments in aesthetic dermatology. J Cosmet Dermatol. 2022;21(Suppl 1):S1–S10. doi:10.1111/jocd.15026. PMID: 36459080.
Artigo no PubMed